A Secretaria de Assistência Social de São João de Meriti realizou, nesta sexta-feira (18), um evento em comemoração ao Dia do Assistente Social. A Secretária da pasta, Roberta Queiroz, fez uma homenagem aos funcionários. “Essas assistentes sociais estão aqui porque amam o que fazem. São profissionais dedicadas, que muitas vezes abdicam das suas famílias para ajudar o próximo. Vocês merecem ser homenageadas todos os dias e ainda mais nesta data especial. Tenho orgulho de trabalhar com vocês”, disse a secretária.

O encontro teve a participação do professor e especialista em gestão de Recursos Humanos, Nicodemus Vasconcelos, que ministrou a palestra “Como se manter motivado e produtivo diante dos novos desafios?”. Nicodemus afirmou que lidar com o ser humano é muito difícil porque as pessoas têm histórias de vida diferentes e o assistente social precisa ser sensível e ao mesmo tempo isento nas suas decisões, o que não é tarefa fácil. “Imagino que esse seja um desafio diário de vocês, assistentes sociais, de entender o próximo porque cada ser humano tem uma demanda diferente, uma necessidade diferente quando vem buscar seu direito”, ressaltou.

Nicodemus levou a plateia à reflexão ao lembrar que as crianças de hoje – por conta dos pais, que levam uma vida muito atribulada – estão sendo criadas na individualidade, muito focadas em jogos eletrônicos e outras tecnologias. E que isso é ruim para futuro. “Estamos criando uma geração que vai ser difícil lidar com próximo, que não sabe ter relação interpessoal e trabalhar em equipe”, afirmou o professor, acrescentando que o assistente social precisa saber lidar com esses desafios dos tempos modernos.

O palestrante disse ainda que todo profissional é movido pelo reconhecimento e pela recompensa e aconselhou os assistentes sociais a não caírem na tentação de ficar na zona de conforto. “Enfrente as oportunidades para fazer diferente e fazer a diferença. É difícil, mas vale a pena”, destacou.

O final da palestra foi marcado pela emoção. Nicodemus revelou que, há 14 anos, quando era adolescente, ficou órfão e foi assistido pela equipe da Secretaria municipal de Assistência Social. Em retribuição, fez uma homenagem à funcionária mais antiga da pasta, Alice Cerqueira de Aragão, conhecida como Amadinha, que cuidou do caso dele. “A Amadinha mudou minha vida e hoje eu mudo outras vidas. Eu sou resultado do serviço social, dessa profissão, do assistente social que acreditou em mim e me abrigou. É privilégio poder voltar 14 anos depois pra dizer o meu reconhecimento e por terem acreditado no meu potencial”, concluiu o professor.

 

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